Comando na tela não é modernidade, mas redução de custo do fabricante

Quanto mais comandos são concentrados no multimídia, menos se gasta com comandos elétricos e mecânicos, reduzindo custo de desenvolvimento e montagem

Órgãos de segurança veicular vão proibir que vários recursos sejam acessados apenas pela tela a partir do próximo ano. (Foto: Leapmotor | Divulgação)
Por Boris Feldman
Publicado em 31/03/2026 às 07h00

Uma grande inovação que ganhou força com o carro elétrico foi a tela por toque, ou touch screen, uma verdadeira revolução. A lógica é: nada de apertar botõezinhos no painel para acender, comandar, desligar, apagar e interromper, quando é possível começar todas as funções mediante um leve toque do dedo na tela.

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Porém, quando eu já estava com saudade daqueles botõezinhos para ligar e sintonizar o rádio, as fábricas foram além e tiveram a cara de pau de colocar na tela os comandos dos espelhos retrovisores externos.

E aí ficou na cara evidenciado que não era por modernismo, mas pelo custo muito mais barato, apesar dessa mudança dos comandos para a tela ser perigosa. Por isso, os órgãos de segurança veicular tiveram que proibir vários deles a partir do próximo ano.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
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