Chery quer produzir seus carros de luxo, sem CAOA ao lado

Gigante chinesa já importa modelos das marcas de luxo Omoda, Jaecoo e lançará a Jetour, mas não esconde interesse em fabricar localmente

Fabrica da Chery com as logos da omoda, Jaecoo e Jetour
Três novas marcas chegando com a chinesa (Fotomontagem: Gabriel Fernandes | AutoPapo)
Por Boris Feldman
Publicado em 06/11/2025 às 07h00

A marca Chery, uma das mais poderosas da China, já era conhecida dos brasileiros pela parceria com a CAOA, que fabrica alguns de seus modelos por aqui. Mas agora, sem a Caoa, ela está chegando com três outras marcas, a Jetour, Omoda e Jaecoo.

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E as três começam as suas operações, independentes aqui, com a importação dos modelos chineses. Porém, a Chery não nega seu interesse de produzir localmente, o que fica facilitado com o volume de três marcas presentes no Brasil.

E facilitado também, porque a Chery tinha construído uma fábrica em Jacareí (São Paulo) assumida depois pela Caoa, mas hoje sem nenhuma operação. Por que a Chery não a reassume?

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
1 Comentário
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Jeferson 6 de novembro de 2025

Boris, a resposta para sua pergunta é simples: A CAOA segue criando obstáculos para a reativação da fábrica de Jacareí. Na cabeça dos herdeiros da CAOA, ao liberar o uso da fábrica para os sócios chineses, estariam abrindo caminho para o fim da parceria no futuro.

A CAOA, como detentora da maioria das ações na Caoa Chery, não reativar a fábrica de Jacareí, é um direito dela. Não liberar o uso da planta para a Chery, é discutível. Porém, à partir do momento em que ela se recusa a vender o complexo, mesmo havendo interessados, preferindo continuar a receber incentivos fiscais sem produzir, se torna imoral. Não é a toa que a Prefeitura de Jacareí está ameaçando ativar os termos de doação da área, que estão sendo descumpridos pela Caoa Chery, ao manter o complexo parado, indo para o caminho da desapropriação. Quase R$50 milhões em recursos municipais investidos na área, para ficar tudo parado, é muita coisa, Dona Caoa.

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